segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Visita


Nestas férias recebi a visita de um ET, isso mesmo um extraterrestre.
Devidamente disfarçado de ser humano ele queria conhecer uma cidade do interior, onde ouviu falar que a vida era mais tranqüila. Claro que me prontifiquei a mostrar toda cidade para ele.
Ao passarmos pelas ruas, ele observou a maioria das casas cercadas de grades e muros altos e perguntou para que tantas prisões. Eu tentei explicar que eram casas comuns, mas ele não entendeu como os humanos aceitavam viver aprisionados em sua própria moradia. Ele quis entender por que as pessoas jogavam papéis de bala, picolé, sacolas, etc. nas calçadas e ruas. Novamente tentei explicar que era uma questão de falta de educação, mas ele não conseguiu aceitar a ideia de conviver com tanta sujeira sem se incomodar. Levei-o há uma festa de casamento, no início ele achou tudo muito bonito, enfeitado e descontraído, mas no final não entendeu o porquê de um som tão alto impedindo o diálogo entre as pessoas e no final da festa o lugar antes arrumado ficara irreconhecível, com copos plásticos e papéis de guardanapos espalhados pelo chão do recinto, o banheiro então, que antes tinha um cheirinho de eucalipto, cheirava mal e transbordava numa espécie de lama espalhada pelo chão. Eu já nem tentei mais explicar e só disse para ele que com a globalização nem mesmo as cidades do interior escaparam do processo de “desaculturamento” implantado pela grande mídia.
Pra não deixar meu novo amigo totalmente decepcionado, convidei-o pra participar de um Pedal Livre pela região, ele viu as matas, pássaros, micos, montanhas, cachoeiras, enfim tudo que a natureza ainda conservada pode demonstrar de beleza. Ele ficou admirado e ao mesmo tempo não compreendeu como nós, humanos, podemos destruir um planeta tão cheio de vida.
Antes de partir ele prometeu que me levaria ao seu planeta para retribuir a hospitalidade e mostrar como ainda é possível reverter a nossa quase total autodestruição.
Estou aguardando e esperando que me leve a tempo de descobrir o antídoto para salvar nosso planeta, se descobrir eu volto para trazer a boa nova e tentar salvar nossa terrinha, isso ninguém pode negar...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Resumo do 1° RECITAL Violões da Escola Municipal de Música

Alunos e amigos,
Segue o resumo do 1° Recital Violões da Escola Municipal de Música...
Forte abraço, feliz 2012 e saudações musicais...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pedal Livre 25 "Feliz Natal"

Pedal Livre realizado dia 26 de dezembro pelos ciclistas: Carlinhos Moreira, Felipe e João (Miracema) e Leandro e Vinícius (Niterói). 40 Km percorridos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Resumo XXIII RECITAL

Amigos, agora de férias estou tendo tempo para finalizar alguns vídeos...segue o link do Resumo do 23 Recital realizada no dia 06 de setembro que contou com a participação do Grupo: Violões da UFRJ além dos outros convidados e alunos...saudações musicais...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Academia do Choro no SESI de Itaperuna


Resumo do DVD do Show "Tirando Pedras do Caminho" do Grupo "Academia do Choro" gravado ao vivo no Teatro do SESI Itaperuna RJ no dia 02 de Julho de 2011

SOBRADINHO

Recebi um e-mail contendo um manifesto de artistas “globais” sobre a hidrelétrica de Belo Monte, que vai inundar 640 km quadrados de floresta amazônica, e percebo que apesar de estarmos vivendo um período de crescente conscientização ambiental, ainda somos infinitamente inferiores ao poder exercido pelo capitalismo. Belo Monte é mais uma catástrofe, mas não é a única que a ignorância humana continua a despejar sobre nosso planeta. Aqui mesmo temos um projeto que pretende construir uma barragem entre os municípios de Aperibé e Itaocara. O Pedal Livre passou recentemente pela área que será inundada e ficamos todos indignados com a possibilidade de se inundar uma região tão cheia de vida.
Percebemos que os governantes vão buscando fontes para gerar energia da forma mais destrutiva possível, sem dó nem piedade da fauna e da flora que irão dizimar. Por que, com tanto recurso tecnológico não buscam alternativas para geração de energia? Exemplos não faltam; energia solar, eólica, mas como diz a canção da dupla Sá e Guarabyra: “O homem chega já desfaz a natureza, tira gente põe represa diz que tudo vai mudar...” e realmente tudo está mudando, a natureza perde sua vida e nós ganhamos energia para usufruir do conforto de uma vida dependente da eletricidade, isso ninguém pode negar...

“Sujismundo”

Por que nós temos o péssimo hábito de sujar tudo? Se vamos a uma festa, encontramos o banheiro limpinho ao chegarmos, mas no final deixamos o mesmo em petição de miséria. Será que não sabemos utilizar um banheiro de forma civilizada ou, na verdade, não nos preocupamos com o banheiro alheio? Se vamos assistir a um jogo, no final do espetáculo, encontramos papéis de bala, copos plásticos, embalagens de picolé, saquinhos de pipoca, tudo espalhado pelo chão. É tão difícil assim manter o ambiente limpo ou falta mesmo uma boa educação? Será que faltam lixeiras nos ambientes ou será que faltam mãos para saber usá-las?
Uma coisa é certa, somos nós, seres “humanos”, que sujamos o mundo sem dó nem piedade, isso ninguém pode negar...

Futebol Arte?

Somos um povo que ama o futebol, mas o que amamos mesmo não é o futebol que vemos hoje em dia, amamos em verdade o “futebol arte” que víamos em tempos idos. Querem um exemplo de como estamos carentes dessa arte? Neste último “Brasil e Argentina” realizado no dia 14 de setembro, ficamos no zero a zero, sem grandes emoções (pois para muitos a emoção do futebol é o gol), mas tivemos um lance que transporta a arte de jogar futebol para além da bola na rede e de uma vitória. Leandro Damião o autor da façanha não imaginava o quanto sua “lambreta” ou “chaleira” renderia em comentários nos jornais esportivos e nas rodas entre amigos. Ele não marcou o “gol”, mas produziu o que para nós brasileiros é tão ou mais importante do que o próprio gol, a arte de jogar futebol. É isso que amamos nesse jogo e que queremos ver principalmente em nossa “Seleção”.Isso ninguém pode negar...

Família, Escola e Poder Público.

O mundo é uma bola, mas continuamos caminhando em linha reta. Corto aqui, não planto ali. Sujo aqui, não limpo ali. E assim seguimos de forma linear até que se acabem todos os recursos.
Uma sociedade que viva “a prática da ética na busca da verdadeira harmonia para o desenvolvimento e respeito social”, deve ser pautada num sistema “circular” em que a família, a escola, o poder público estejam interligados, mas não da forma linear como se vive atualmente. O poder público não zela pela educação e conduz a sociedade para um consumismo desenfreado e sem limites de consequências sociais e ecológicas.
Sem educação perde-se o elo que seria crucial para atingir um equilíbrio entre família, escola e poder público, toda e qualquer mudança que possamos alcançar para o bem comum da humanidade passa pelo processo da “educação”, com ela, uma família pode ter base para saber escolher seus representantes. Representantes com comprometimento ético darão o devido valor a todos os problemas enfrentados pela sociedade, desta forma, teremos um círculo que liga a família à escola, a escola ao poder público, o poder público à família, assim, a verdadeira harmonia para o desenvolvimento e respeito social serão possíveis de se alcançar. Isso ninguém pode negar...

Carlinhos Moreira